26 de mai de 2008

O ESTADO PECAMINOSO DO HOMEM E A NECESSIDADE DO EVANGELHO


O EVANGELHO DA BÍBLIA


Lição n.º 1 "O ESTADO PECAMINOSO DO HOMEM E A NECESSIDADE DO EVANGELHO".


Génesis 1:26 e 27; 3:1 a 7; Romanos 1:19 a 25.


Uma das grandes dificuldades no evangelismo é convencer o povo da sua necessidade de Cristo e da redenção efectuada na cruz. Por isso, os que evangelizam, em primeiro lugar, tem de evidenciar o ensino bíblico em relação ao estado pecaminoso da raça humana, Nesta lição pensemos como Deus criou o homem e como pelo pecado ele se encontra longe de Deus.

O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus.

“Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Génesis 1:26; 5:1 e 9:6). Em I Coríntios 11:7 este facto é repetido: “Porque, na verdade, o homem não deve cobrir a cabeça por ser ele IMAGEM e glória de Deus”. Neste versículo o sentido básico da palavra grega traduzida “imagem” é sombra ou perfil. Deus fez o homem à sua IMAGEM conforme a Sua semelhança. A palavra “semelhança” é a tradução exacta. Por meio destas duas palavras (imagem e semelhança) podemos compreender como o homem foi criado. Como um objecto projecta a sua sombra, o homem foi criado como a sombra e na semelhança de Deus.

O homem não foi criado a semelhança total de Deus.

O Senhor Jesus é a imagem e a semelhança total de Deus. Hebreus 1:3 expressa esta verdade: “Ele (Cristo) que é a EXPRESSÂO EXACTA DO SEU SER”. Esta linguagem só pode descrever o Senhor Jesus e mais ninguém. Ele é mais do que uma sombra ou perfil de Deus. Ele é Deus.

Em que sentido foi o homem criado a imagem e conforme a semelhança de Deus?

Deus é espírito (João 4:24) e também o homem foi criado em espírito a semelhança de Deus. O corpo do homem é a casa onde o seu espírito reside e pela qual ele expressa o seu ser.

Deus é espírito, tendo inteligência, emoção e vontade.

O homem é a sombra de Deus e também tem inteligência, emoção e vontade, isto é, ele tem entendimento, podendo amar e escolher por si mesmo. Em tudo isto, ele é apenas a sombra de Deus, porque a natureza humana tem as suas limitações enquanto em Deus não há limites, pois, nEle a Sua inteligência é infinita, o seu amor infinito e a sua vontade é suprema. O homem foi criado a imagem de Deus para viver em harmonia e união com Ele, e deste modo as suas limitações seriam complementadas pelo Ser eterno e infinito. Porém, o homem escolheu uma existência separada de Deus; a união com Ele foi desfeita procurando cada vez se distanciar mais.

A razão porque o homem foi colocado em circunstâncias de provação.

O homem pode escolher por si mesmo porque tem vontade livre, e não é uma máquina. Deus colocou o homem no jardim do Éden para “o cultivar e o guardar” (Génesis 2:15), mas com uma só proibição, um limite que ele não podia ultrapassar. O que começou com a provação, pela presença do tentador, tornou-se uma tentação, que teve como desfecho a entrada do pecado no mundo, a queda do homem e com ele a raça humana, começou quando satanás fez uma pergunta para chamar a atenção de Eva a uma lei. “É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?” A mulher confirmou “Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais” (vv. 2 e 3). EM SEGUIDA SATANÁS NEGOU A PALAVRA DE DEUS, “Então a serpente disse a mulher: E certo que não morrereis” (v. 5), Desta maneira a mulher tinha de escolher, ou a palavra de Deus, ou a palavra de satanás, que é mentira.

Foi satanás que lançou duvida nos motivos porque Deus proibiu o homem comer daquele fruto; lançou dúvida no amor de Deus para com a Sua criatura.Sugeriu que Deus por aquela lei queria privar o homem do desenvolvimento da sua inteligência e entendimento. “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus sereis conhecedores do bem e do mal” (v. 5).

Eva deu três passos no progresso e na consumação do mal.
Ela deu ouvidos a satanás em vez da palavra de Deus. Ela creu em satanás em vez de crer em Deus, e desobedeceu o mandamento do Senhor.

A tentação consistia em três desejos:

O desejo dos olhos. “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer”.

O desejo da carne: “boa pana comer”

A soberba da vida: “para dar entendimento”.

O desejo de ser grande: (I João 2:16).

Os resultados da entrada do pecado no mundo. Pelo pecado veio a morte.

Adão ainda conservou a imagem de Deus, porém com uma diferença. O homem foi criado espírito e ainda é espírito, mas ficou separado de Deus que é a sua vida. O apóstolo Paulo em Efésios 2:1 escreveu: “Ele vos deu vida, estando vós MORTOS nos vossos delitos e pecados”. Deus disse: “porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Génesis 3:24). Naquele dia ficou separado de Deus, que é a morte espiritual, e mais tarde, passou pela morte física. Também para os perdidos existe a monte eterna. O pecador não tem uma vida espiritual.

Tornou-se rebelde e foi expulso da presença de Deus.

De todas as criaturas neste mundo Deus, só podia revelar perfeitamente ao homem. Ele foi criado com a capacidade para conhecer e amar a Deus e com livre vontade cooperar com Ele. Percebemos que o homem perdeu o orientador da sua vontade. Ele ainda tem capacidade de amar mas perdeu Deus como o objecto do seu amor. Ele ainda tem inteligência, porém somente no tocante ao material. ‘Ora o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura, não pode entende-las porque elas se discernem espiritualmente” (I Coríntios 2:14). Perdeu a comunhão com Deus e o privilégio de cooperar com Ele, pois tornou-se rebelde.
Tornou-se depravado e perverso.

A palavra “depravação” descreve o estado espiritual e moral do homem, que pelo pecado, o seu caminho, que antes de pecar era recto, agora mudou e tornou-se torto.A teoria da evolução do homem carece de base e provas. É contrária ao ensino bíblico porque o homem foi criado perfeito e muito inteligente, mas desde a queda ele degenerou moral e espiritualmente.

O entendimento humano ficou obscurecido

E tornou-se ignorante de Deus. É um cego espiritual.Em Efésios 4:17 e 18 o apóstolo Paulo exortou aos crentes: “que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, OBSCURECIDOS DE ENTENDIMENTO, ALHEIOS A VIDA DE DEUS por causa da ignorância em que vivem, pela dureza dos seus corações”. O homem não entende as coisas espirituais. Não conhece o Deus vivo e não pode achá-lo pela sua inteligência.

O entendimento humano recusou o conhecimento de Deus.

Em Romanos 1:18 a 32 descreve-se um quadro muito triste do homem sem Deus. Os gentios, ou sejam os pagãos, embora não possuíssem a revelação de Deus pela Bíblia, podiam adquirir certo conhecimento dEle pela natureza e pelas coisas por Ele criadas. Ao olhar para os céus ou para a natureza, o povo podia descobrir que Deus existe, e conhecer o Seu eterno poder sabedoria, como também a Sua própria divindade (Romanos 1:20). “Portanto, tendo conhecimento de Deus, não glorificaram como Deus, nem Lhe deram graças, antes se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-Ihes o coração insensActo” (Romanos 1:21). Aprendemos que o homem, exercendo a sua livre vontade, rejeitou a luz da natureza e querendo ser sábio tornou-se louco (v. 22). Os seus pensamentos tornaram-se vãos e sem valor (“antes se tornaram nulos em seus próprios raciocínios”). O seu coração (as emoções e desejos) ficou escuro e insensActo (v. 21).
Como o homem supriu a falta de Deus.

Todo o homem sente a necessidade de adorar um Deus, pois, ele foi criado com a capacidade para fazer isto. O animal não tem capacidade para adorar, nem tampouco ele ajoelha para orar a Deus. Todo homem tem um Deus que ele adora. Se não adora o Deus vivo e verdadeiro ele adora um deus de sua própria imaginação, ou as coisas materiais, ou o seu serviço, ou a si mesmo.


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